Cupins

CUPINS

Conhecem-se cerca de 2.000 espécies de térmitas, distribuí das pôr todas as regiões do Globo. Porém vamos nos ater propriamente, e em linguajar popular para melhor enten-dimento, de duas classes, ou seja: Cupim subterrâneo e Cupim de Madeira Seca.

Isópteros
As térmitas ( Cupim, Brasil; formiga-branca ou salalé, Angola; muchém, Moçam-bique; bagabaga, Guiné ) lembram, pela sua organização social, as formigas, abelhas e vespas, insetos sociais, já muito especializados. Muito antes da evolução e civilização do Homem, já existia a sociedade entre os insetos. A termiteira precedeu assim a sociedade humana.
Os cupins são insetos sociais de corpo mole, alados ou ápteros e muni-dos de um aparelho bucal triturador. O tórax é bastante desenvolvido e os dois pares de asas de tamanho semelhante.

Não existe propriamente estado ninfal,mas simples estado de repouso, de curta duração quando das diversas mudas. Embora a metamorfose seja incompleta, as larvas passam pôr uma série de transformação até atingirem o estado adulto. A copulação é semelhante à existente nas baratas, suas próximas parentes. Vivem geralmente debaixo da terra, nas habitações, dentro das madeiras, ou ainda em abrigos tubulares, feitos de uma argamassa especial, evitando assim os seus maiores inimigos – as formigas. Existem, contudo, térmitas que vivem à superfície, durante o dia. São de cor sombria e têm olhos. Há uma divisão de trabalho e a coexistência de formas reprodutoras e estéreis; as obreiras provêm da mesma casta que os soldados e tratam não só da alimentação dos jovens das formas reprodutoras e dos soldados como também lhes dispensam outros cuidados. Os soldados defendem a colônia do ataque das formigas. Nas térmitas primitivas, as mandíbulas estão munidas de dentes em forma de serra, mas nas mais especializadas existe na fronte uma glândula, cuja segregação ácida constitui o meio de combate mais eficaz. Nas formas intermediárias, as mandíbulas e a glândula frontal desempenham ambas igual papel na defesa. Pôr vezes, projetam um líquido viscoso, que afasta os inimigo.

Os ninhos de cupins podem ser construídos (conforme sua espécie) de terra ou de uma argamassa especial, debaixo do solo ou à superfície : em forma de pirâ-mides, cuja altura pode atingir cinco metros;em forma de abrigos de pasta dentro das árvores; ou ainda em galerias feitas nas madeiras. Na estrutura dos ninhos de cupins, produziu-se um progresso comparável ao da evolução da habitação humana. No interior dos mais majestosos, existe uma disposição ordenada de células e galerias, bem como uma câmara real para os indivíduos reprodutores, e creche, destinadas a cuidar dos jovens. As rainhas das espécies tropicais atingem grandes dimensões e chegam a viver até cerca de 25 anos. O alimento principal da maior parte dos cupins é a celulose, que extraem da madeira, morta ou viva, ou de outros vegetais. Para digerir esta celulose existem no intestino milhares de protozoários, que aí vivem em simbiose, os quais contêm enzimas que a tornam assimilável. Pôr vezes, os indivíduos de uma termiteira lambem-se uns aos outros, o que se pode verificar se deitar veneno em pó numa das galerias. Os cupins, incapazes de raciocinar, são orientadas pôr instintos hereditários e de tactismo, tais como a fome, o sexo e o medo. Seguem-se umas às outras graças aos odores corporais e comunicam entre si possivelmente pôr meio de vibrações do corpo, que conse-guem detectar através do solo.

Talvez pôr isso os cupins não atacam a madeira nas proximidades de uma máquina que produza vibrações. O vôo de enxameação dos cupins, que tem lugar, em geral, nos trópicos, após as chuvas, é um fenômeno muito interessante. das aberturas das termiteiras saem verdadeiros bandos. Não se trata de um vôo nupcial, visto que a copulação só tem lugar quando os machos e as fêmeas perdem as asas. Após a perda das asas, os cupins, que voaram a grandes alturas em pleno dia, voltam a procurar um abrigo debaixo da terra. O homem, ao perturbar o equilíbrio da Natureza pela exterminação de florestas, pela cultura intensiva da terra, pelo crescente desenvolvimento da civilização, que se manifesta nos trabalhos de construção, drenagem e irrigação, desalojou os cupins do seu habitat natural e levou-as a atacar os madeiramentos das habitações em busca de alimentos e de abrigo. E assim, seres inofensivos tor-naram-se num flagelo que, nos Estados Unidos, causaram em cada ano prejuízos no valor de 40 milhões de dólares! Aos ataques destes insetos pode o homem replicar utilizando meios mecânicos ou químicos. E, assim, isolando as madeiras do solo, impregnando-as de substâncias tóxicas, consegue-se evitar sua ação nefasta. Para se obter sucesso na proteção do seu patrimônio é necessário, neste caso, a execução de uma “barreira química”. É extremamente rápida a reprodução do cupim, pois cada Rainha chega a pôr 8.000 ovos/dia. Já registrou-se casos de espécies reproduzirem 80.000 ovos/dia.